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Sardoal: Novos Caminhos Literários apresentados este fim de semana (C/ÁUDIO)

13/11/2022 às 12:57
Manuel Jorge Valamatos, Miguel Borges, Carlos Bernardo

Chama-se “(Novos) Caminhos Literários” e não é um livro. Ou seja, é um livro de textos e fotografias de autores de Abrantes, Constância e Sardoal que pretende, antes, ser um objeto. Confuso? Passamos a explicar.

No âmbito do programa Caminhos Literários “Botto, Camões, Gil Vicente e outros que por cá passaram” foi desenvolvia a ideia de criar um livro que pretende ser um objeto literário em duas formas, texto e fotografia, do território deste programa.

A explicação, simples, foi feita por Carlos Bernardo do “Meu Escritório é Lá Fora”, empresa que tem desenvolvido este projeto dos Caminhos Literários que foi financiado pela Comunidade intermunicipal do Médio Tejo.

E pensar o território, em cultura ou literatura, é pensar sem a divisão administrativa dos “votos” ou dos territórios administrativos porque nesta zona “é mais o que nos une do que o que nos separa”.

Na fotografia o projeto apresenta “3 artistas, 3 projetos, 3 pensamentos e três territórios”. No texto são “5 autores, 5 vozes, 5 histórias e 5 percursos”.

Carlos Bernardo apresentou-se como um humanista e referiu que este livro “podia ser mais ou menos bonito, mas com pessoas fica melhor”.

Depois notou a forma como o projeto Caminhos Literários foi pensado, em jeito de homenagem. Murais, concertos, discussões, faltam ainda os filmes, mas na “escrita decidimos dar a caneta aos nossos. Mas dar a caneta e outras ferramentas como a fotografia”.

Avançou depois com a explicação do livro. Foram feitos dois workshop’s, um de escrita com Afonso Reis Cabral e um de fotografia com Pauliana. Havia, afirmou Carlos Bernardo, seis áreas a ocupar na escrita e fotografia e acabamos por ter oito participantes.

Carlos Bernardo, "O Meu Escritório É Lá Fora"

A fotografia tem autoria de Henrique Silva, João Jerónimo, Filipa Batista e a escrita foi de José Alves Jana, Miguel Reis, Inês Penteado, Maria do Rosário e Francisco Semedo.

A sessão de apresentação destes “(Novos) Caminhos Literários aconteceu este sábado à tarde no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal.

Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal de Sardoal, referiu-se a este projeto dos “Caminhos Literários, no seu todo como a criação de um passadiço. Só que um “passadiço em torno da cultura e dos caminhos literários. Um passadiço para o conhecimento, para a cultura destes três concelhos (Sardoal, Abrantes e Constância) e para o que os jovens fazem nestes concelhos.”

Referiu ainda que este é um “um sonho que ambicionamos há muito tempo. É um produto cultural, mas também turístico.”

Miguel Borges indiciou ainda que o “financiamento acaba este ano, mas será um projeto que não termina aqui.”

 

Miguel Borges, presidente CM Sardoal

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, muito informal, começou por falar de territórios dando como exemplo “os territórios dos tempos de juventude no Liceu em Abrantes”.

Depois fez a analogia desses tempos à atualidade em que já não existe na mesma escola essa delimitação de “territórios”. Disse Manuel Jorge Valamatos que “a forma como olhamos os territórios e projetamos o futuro é um olhar novo com a projeção do território de uma nova forma.”

E depois indicou que este trabalho [(Novos) Caminhos Literários] tem a ver com isto. “Este trabalho insere se numa forma de promoção cultural com pessoas que fazem coisas. E colocamos as nossas empresas a funcionar.”

 

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes

O projeto “(Novos) Caminhos Literários” representa um desafio do escritor Afonso Reis Cabral no workshop, pediu que ” imaginassem uma visita de estudo a um local deste território”. E saiu este livro.

Galeria de Imagens

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