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O inicio do novo ano letivo está »preparado desde fevereiro» (c/áudio)

11/09/2023 às 16:38

Com às aulas a começar entre os dias 13 e 15 de setembro, chegam também para este novo ano letivo, várias novidades mas também a continuação de outras iniciativas, que nos anos anteriores deram bons resultados.

Neste sentido a vereadora do pelouro de Educação da Câmara Municipal de Abrantes, Celeste Simão, à margem da sessão de receção dos professores realizada na semana passada, explicou que para este novo ano letivo, que começou a ser planeado em fevereiro, encontra-se já “tudo preparado”. A vereadora ressaltou, também, que nos primeiros dias esperam que existam, “como é normal”, alguns ajustes a fazer, mas relativamente a “tudo aquilo que é preciso para a escola funcionar do ponto de vista da câmara” encontra-se já tudo salvaguardado e preparado para, à semelhança dos anteriores, arrancar um novo ano letivo com tranquilidade e proporcionando segurança aos pais com os seus filhos nas escolas.

Por outro lado, a vereadora destacou que este ano vão começar a funcionar duas turmas novas de pré-escolar e de primeiro ciclo, assinalando assim, que isto é um bom sinal não só para as escolas como também para o concelho, assim como também é considerado um sinal de esperança: “Acho que é um excelente sinal, ter duas turmas de pré-escolar e primeiro ciclo novas e a funcionar. Isto pode não ser um sinal de que temos uma enchente de alunos em Abrantes muito mais do que no ano letivo anterior, mas isto enche-nos de esperança precisamente porque é no primeiro clico e no pré-escolar, porque quando é nos outros níveis de ensino nós podemos dizer que há movimentações entre os concelhos, e disso há sempre mas também é uma perspetiva boa que isso aconteça porque se a oferta formativa também é vista a nível do Médio Tejo os alunos podem circular livremente pelas escolas da região, agora, quando temos mais alunos no pré-escolar e no primeiro ciclo, é evidente que criarmos aqui uma esperança e dá alento evidentemente até a classe dos professores para poder começar o ano letivo com mais trabalho”.

A vereadora, referiu também que este ano às escolas continuam a receber muitos alunos estrangeiros. Referente a este assunto, salientou que até agosto, segundo os dados referentes a essa data, em Abrantes existiam alunos de 22 nacionalidades diferentes, que no fim se traduzem a quase 250 alunos estrangeiros, assim, a vereadora Celeste Simão, informou que estes alunos continuam a ser recebidos de braços abertos, mas que perante esta situação “foi preciso preparar muita coisa”, como, por exemplo, ter professores resilientes e com vontade de trabalhar com estes alunos: “Desde o início, quando começamos a receber alunos estrangeiros, os professores, que fazem um bom trabalho, e as escolas começaram-se a preparar para encontrar formas de lidar com estes alunos, assim como nós na Câmara Municipal também tivemos que arranjar a forma de lidar com os pais destes alunos e como temos a sorte de ter colaboradores que dominam várias línguas, foi uma mais-valia... Nós em agosto fizemos o levantamento dos números e encontramos que tínhamos em Abrantes 22 nacionalidades e cerca de 250 alunos estrangeiros, para isto, foi preciso preparar muita coisa, foi preciso ter uma classe de professores resiliente e com vontade de trabalhar com estes alunos... Assim, temos estado de braços abertos para compreender os outros e muitas vezes explicar-lhes que a nossa cultura também é outra e que isto tem que ser dos dois lados, as cedências, havendo culturas diferentes, não podemos impor a nossa nem eles podem impor a deles. Mas eu acho que tem corrido bem”.

Relativamente aos transportes escolares, a vereadora, informou que os transportes de proximidade feitos pelas juntas de freguesia que trabalham em articulação com a nova empresa de transporte Meio [transportes públicos do Médio Tejo], vão continuar a funcionar, mas com algumas diferenças em comparação ao ano passado: “Continuamos a ter aqueles transportes de proximidade feitos pelas juntas de freguesias, continuamos a ter transportes que são contratados de táxis, sendo as carrinhas de nove lugares... A excluir alguns circuitos, a concessão que era com a rodoviária do Tejo e que agora é o Meio, os alunos vão utilizar, assim, em Abrantes esses meios de transportes, sendo a diferença, que não é assim tão grande, é a empresa que fornece o passe escolar, o qual será carregado para o ano inteiro, portanto, este assunto acaba por ser resolvido por esta empresa, não passando tanto por nós, a diferença é que, e é esta a parte positiva, os transportes onde vão viajar alguns alunos do primeiro ciclo e de outros níveis de ensino também podem ser utilizados por outras pessoas, pela comunidade, pelos abrantinos e nas freguesias, mas para os alunos mais pequenos nós continuamos a ter vigilante para acompanhá-los”.

Neste sentido, foi ainda referido também que alguns alunos faziam o trajeto Tramagal-Abrantes de pé no autocarro, representado isto um perigo devido ao excesso de curvas existentes neste trajeto: “É evidente, e fizemos sempre esta força para que os alunos não viajassem de pé, tendo em conta a estrada Tramagal-Abrantes, uma estrada com muitas curvas... Agora é mais fácil até porque os transportes do Médio Tejo, enquanto o ano passado, e nos anos anteriores, tinham que retirar um autocarro de um determinado sítio para poder por reforço no Tramagal, eu penso que agora com esta gestão do Médio Tejo esse reforço pode ser feito de forma mais célere, que às vezes era isso que não era fácil de um dia para outro resolver, agora eu vou esperar pelo início das aulas (dia 13) e espero que não venham acontecer situações dessas, mas a vir a acontecer estaremos cá para resolver como é costume”, salientou a vereadora, Celeste Simão.

Celeste Simão

Alimentação nas escolas

No que se refere à alimentação dos alunos nas escolas, a vereadora assegurou que “o trabalho da nutricionista vai continuar”, e este trabalho vai ser feito não só na construção das ementas como no acompanhamento no refeitório: “O trabalho da nutricionista vai continuar não só na construção das ementas como no acompanhamento no refeitório como noutras ações que desenvolvemos um pouco pelas freguesias, um pequeno exemplo disto é que as vezes se diz que as crianças na escola não comem sopa, deste modo, nós andamos pelas freguesias a fazer um trabalho de sensibilização para confecionar, chamamos aos pais, chamamos aos alunos, para confecionarem a sua própria sopa e consumirem a sua própria sopa, isto é um pequeno exemplo dum trabalho que nós temos que dar continuidade porque nos preocupa a questão da saúde e temos que estar prevenidos porque começam a aparecer alguns casos de diabete que são preocupantes e nós não queremos que as nossas escolas sejam um sítio onde se aprenda a comer mal, mas também há sempre situações que às vezes ocorriam e ocorreram, porque as crianças as vezes em casa comem determinados alimentos que depois nas escolas são corrigidas e depois pode haver algum descontentamento por parte dos pais”.

Neste aspeto, a vereadora, no fim, resolveu deixar um apelo relativamente a situação anterior: “O apelo que eu deixava aqui é que sempre que ocorra uma situação destas, nos façam chegar de imediato para nós vermos o que se está a passar e corrigir aquilo que for necessário”.

Jade Garcia

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