A Associação de Agricultores de Abrantes já tinha aprovados quatro condomínios de Aldeia Matagosa e Matagosinha, na Freguesia de Carvalhal, e em Água das Casas e Maxial, na Freguesia de Fontes. Esta terça-feira, o presidente da Câmara de Abrantes, informou que a Gestiverde, empresa que detém a gestão da ZIF (Zona de Intervenção de Aldeia do Mato), viu serem aprovados nove processos que estavam candidatados a apoio do Fundo Ambiental. Trata-se de uma área global de 329 hectares com um financiamento aprovado, na globalidade, de 368 mil euros.
Neste lote de projetos aprovados no âmbito do Programa Integrado de Apoio às Aldeias Localizadas em Território Florestal estão estes nove para o norte do concelho de Abrantes.
Estes Condomínios de Aldeia que a Gestiverde viu serem aprovados vão ser implementados em Aldeia do Mato, Cabeça Gorda e Carreira do Mato (União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto), Rio de Moinhos, Pucariça, Aldeinha e Arco (Freguesia de Rio de Moinhos) e ainda Martinchel e Giesteira (Freguesia de Martinchel).
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, destacou que são 23 projetos que vem modificar a paisagem com outra dinâmica, com outra vida, e que estabelece uma ligação de colaboração na proteção das povoações em relação aos incêndios florestais.
O norte do concelho de Abrantes tem propriedades de minifúndio o que pode criar dificuldades a este processo. Os projetos estão aprovados, mas agora é um trabalho pesado de contactar todos os proprietários nas zonas onde vão ser aplicadas estas ações. O objetivo é criar mosaicos, com culturas ou aproveitamentos variados, para criar descontinuidade nas áreas florestais por forma a travar a intensidade de incêndios que possam assolar aquelas aldeias.
De referir que o programa Condomínios de Aldeia prevê um apoio de cerca de 50 mil euros para cada projeto
Manuel Jorge Valamatos, presidente CM de Abrantes
A TAGUS apresentou igualmente dez candidaturas a outros tantos Condomínios de Aldeia, mas teve uma aprovação condicionada. Ou seja, há um corte nos valores considerados elegíveis. A TAGUS apresentou a contestação à decisão do Fundo Ambiental e está a aguardar a decisão final.
Recorde-se que as candidaturas da TAGUS apontam à criação de Condomínios de Aldeia em Sentieiras, Paul, Abrançalha de Cima e Abrançalha de Baixo (União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede), Mouriscas e Entre Serras (Freguesia de Mouriscas), Amoreira (Freguesia de Rio de Moinhos), Almoinha Velha, Casal do Rei e Casal da Serra (Freguesia de Martinchel) e Bairro Cimeiro e Bairro Fundeiro (União das Freguesias de Aldeia do Mato e Souto).
O Programa Condomínios de Aldeia tem como objetivo dar apoio e resiliência às aldeias localizadas em territórios vulneráveis de floresta. O Programa apoia um conjunto de ações destinadas a assegurar a alteração do uso e ocupação do solo e a gestão de combustíveis em redor dos aglomerados populacionais.
Os condomínios de aldeia incentivam os proprietários a assumir a manutenção dos terrenos garantindo a sua limpeza e promovendo uma ocupação do solo geradora de rendimentos. Têm uma forte componente participativa e de envolvimento da comunidade local, em prol do desenvolvimento económico sustentável destes aglomerados populacionais.