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Energia: Endesa admite «algum atraso» no Pego e espera avançar com investimentos no final do ano

27/02/2025 às 15:08

A Endesa admitiu hoje "algum atraso" no projeto da central do Pego, mas garantiu que mantém todos os compromissos e que espera avançar no final deste ano com os investimentos previstos.

O projeto da central elétrica do Pego (Abrantes) avança "talvez com algum atraso" em relação ao previsto, afirmou o presidente executivo da Endesa (CEO), José Bogas, numa conferência de imprensa em Madrid para apresentação dos resultados da empresa em 2024.

José Bogas lembrou que o projeto tem várias partes, que "vão conseguindo as declarações de impacto ambiental", e afirmou que "avança corretamente".

Os compromissos "vão-se cumprindo", incluindo os sociais, com a comunidade local, ou a formação de trabalhadores, acrescentou.

Também o diretor financeiro da Endesa (CFO), Marco Palermo, disse que é expectável, "se tudo correr bem", que ao longo deste ano a empresa consiga todas as autorizações para avançar com os investimentos e que o projeto e as obras de reconversão da central do Pego comecem "a ter visibilidade".

Marco Palermo lembrou que o investimento do Pego está no plano da Endesa para o período de 2025-2027 e por isso o objetivo é que as obras avancem e "tenham visibilidade" no final deste ano.

A Endesa ganhou o concurso de transição justa para a reconversão da Central Termoelétrica do Pego, com um projeto de investimento de cerca de 700 milhões de euros, que combina a hibridização de fontes renováveis (solar fotovoltaica e eólica) e o seu armazenamento, com iniciativas de desenvolvimento social e económico.

Dada a complexidade do projeto, a empresa decidiu dividi-lo em quatro blocos, que estão em diferentes fases de tramitação ambiental, com vista à entrada em funcionamento em 2027, sendo que o primeiro bloco é o de Aranhas, para energia eólica equivalente ao consumo de 350.000 habitações durante um ano.

O projeto da Endesa para a reconversão da central do Pego teve em novembro passado um parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), ainda que com condições.

A energética espanhola anunciou hoje lucros de 1.888 milhões de euros no ano passado, um aumento de 154% em relação a 2023.

Num comunicado, a Endesa atribuiu o resultado de 2024 "à normalização dos mercados energéticos da luz e do gás", após os impactos associados à guerra na Ucrânia e à inflação dos exercícios anteriores, assim como à "ausência de impactos extraordinários", como tinha acontecido em 2023.

Em 2023, os lucros da Endesa caíram para 742 milhões de euros, menos 71%, devido a uma decisão arbitral que obrigou a empresa a pagar 530 milhões de euros a um produtor de gás natural liquefeito (GNL) e à queda da margem do negócio de gás.

Segundo a informação que enviou hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha, a Endesa teve no ano passado um EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 5.293 milhões de euros, mais 40% do que em 2023.

As receitas da elétrica espanhola, detida em 70% pela italiana Enel, alcançaram os 21.307 milhões de euros, menos 16% do que em 2023.

A Endesa superou assim os objetivos que tinha para 2024, que previam lucros de entre 1.600 e 1.700 milhões de euros.

A empresa é a maior elétrica espanhola e a segunda na distribuição de gás em Espanha.

Em Portugal, a Endesa produz e distribui eletricidade e ganhou o concurso para a reconversão da central do Pego.

A Endesa tem ainda em Portugal projetos para geração de energia solar.

Lusa

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