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CHMT: Maternidade com financiamento de 229 mil euros para modernização e humanização do parto

5/04/2023 às 12:57

A Maternidade e Bloco de Partos do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), localizada na Unidade de Abrantes, vai receber um financiamento de mais de 229.000 euros, que irá permitir ao longo deste ano a modernização das suas instalações e dos equipamentos e a implementação de um projeto pioneiro de parto humanizado.

Este investimento está enquadrado no âmbito do Programa de Incentivo Financeiro à Qualificação dos Blocos de Parto do Serviço Nacional de Saúde (SNS), promovido pela Direção Executiva do SNS (DE-SNS), possibilitado pelos Despachos nº 557/2023 e 3439/2023.

A candidatura do CHMT foi aprovada e vai possibilitar às grávidas e parturientes dos 15 concelhos servidos pela instituição, o acesso a melhores serviços, prestados em melhores condições de segurança, diminuindo assimetrias regionais no que diz respeito à oferta de equipamentos e tecnologia de ponta. Paralelamente, passam também a ser garantidos os mais elevados padrões de conforto e humanização dos cuidados durante a gravidez e trabalho de parto a partir da Unidade de Abrantes do CHMT. São também criadas melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde do CHMT, aumentando a atratividade da Unidade de Abrantes, ao ser investido um quinto da verba atribuída em novos equipamentos.

A fatia mais expressiva do investimento, que ascende a uma verba de €180.000, será aplicada nos projetos de infraestruturas. A empreitada de maior vulto implica a substituição integral do sistema de aquecimento, ventilação e ar Condicionado da Maternidade do CHMT, que estará concluída até ao final do ano.

Ao nível da infraestrutura, vai ser também realizada uma importante obra no eixo estratégico da humanização dos cuidados de saúde no parto no CHMT, que passa pela adaptação da sala de partos de maiores dimensões da Maternidade para um novo conceito de parto fisiológico.

Essa sala vai passar a disponibilizar um conjunto de equipamentos inovadores, que pretendem mudar a experiência de parto, humanizando-a, e transformando a parturiente passiva num ser ativo, aumentando a sua satisfação relativamente ao nascimento, pela ação concertada de todos os intervenientes, sem descurar o processo de vigilância e cuidados de saúde prestados.

Entre os investimentos que serão executados contam-se a aquisição de um equipamento cardiotocógrafo (CTG) wireless, com função de acompanhamento e vigilância de trabalho de parto remota, e uma cadeira de parto com grande versatilidade de funções, entre elas, várias combinações de módulos com um banco de parto e um suporte para suspensão, que oferece alívio individual e um parto gentil.

Os itens acima identificados vão permitir melhor qualidade e condições de segurança para grávidas, recém-nascidos e profissionais de saúde. Por outro lado, colocarão a Maternidade de Abrantes do CHMT no mapa do parto humanizado a nível nacional.

“Pode uma maternidade como a do CHMT, localizada em Abrantes, longe do litoral, fazer a diferença no parto humanizado? Sim, pode. E, aliás, o CHMT já o faz!”, afirma Casimiro Ramos, Presidente do Conselho de Administração do CHMT. “O parto humanizado não tem a ver sobre parir no hospital ou em casa. O termo humanização refere-se à assistência que a mulher recebe. Se as decisões são partilhadas, se há opções oferecidas e se as suas escolhas são ouvidas e respeitadas. No CHMT, implementamos o método GentleBirth há um ano, com cursos gratuitos inovadores e uma app. A semente da humanização está todos os dias na nossa urgência, na enfermaria, na consulta externa. Com estes investimentos, damos um salto quantitativo expressivo na renovação dos equipamentos e infraestruturas, para podermos continuar a trabalhar na melhoria dos cuidados prestados”, conclui.

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