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Abrantes: Bebé nasceu na ambulância ao km 8 da A23 a caminho da maternidade de Santarém (c/áudio)

24/04/2023 às 15:14

Seria uma saída normal para os tripulantes da ambulância 07 dos Bombeiros Voluntários de Abrantes. Saída por volta das 07 horas de sábado para Rossio ao Sul do Tejo, para transportar uma mulher grávida para o Hospital de Santarém. Este fim de semana, 22 e 23 de abril, o bloco de partos do Hospital de Abrantes estava fechado por via da rotatividade dos serviços de urgência obstétrica e bloco de partos em vigor.

Ou seja, Paulo Garcia, condutor, e Miguel Borges, socorrista, saíram para uma missão de transporte normal.

Quando chegaram a Rossio ao Sul do Tejo a parturiente estava já acompanhada pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Centro Hospitalar do Médio Tejo. A mulher, grávida pela terceira vez, estava com contrações, pelo que teria de seguir imediatamente para Santarém. E nesta viagem, foi pedida alguma urgência, porque o parto estaria eminente.

A ambulância saiu de Abrantes com os seus tripulantes e com a médica do INEM a acompanhar a parturiente. Atrás seguiria a VMER, conduzida pelo enfermeiro da equipa.

Só que, mesmo com a “pressa” com que saíram de Abrantes o bebé Danilo não quis esperar mais 20 minutos e decidiu que seria ali mesmo à beira da A23 que vivia a ver a luz do dia.

Miguel Borges conta que a médica do INEM, ao perceber que o parto iria acontecer de forma natural e normal mandou parar e meteram mãos à obra para receber o bebé.

Paulo Garcia explica que foi tudo muito rápido e que para ele, socorrista ainda com pouco tempo de serviço, é uma experiência de vida. Porque nem todos os socorristas têm esta experiência de receber “nos braços” uma vida nova. “Os próximos, se os houver, já serão diferentes. Este foi o primeiro”, diz com o sorriso meio envergonhado, porque admite que quando percebeu que o parto iria acontecer ali “fiquei com um nervoso miudinho”. Uma opinião secundada por Paulo Garcia que conta ir com a máxima velocidade possível, dentro da segurança para os ocupantes. E quando a médica mandou parar “percebi que o bebé iria nascer ali.”

Paulo conta, com orgulho, que foi a terceira pessoa “a pegar no bebé Danilo. Tão pequenino.”

Os dois bombeiros estão satisfeitos com a sua colaboração e, porque, afinal de contas, correu tudo bem. Depois do bebé nascer, a viagem foi tranquila até ao hospital de Santarém, onde mãe e filho ficaram para os cuidados normais pós-parto.

Paulo Garcia e Miguel Borges

Hoje, dois dias depois, estavam novamente de serviço. Numa manhã calma e sem ocorrências. Não voltaram a ver o bebé Danilo, mas estavam a preparar uma visita à mãe e ao filho “até já decidimos que vamos comprar uma prenda para lhe levar.”

Miguel Borges diz que daqui a uns anos o Danilo vai ter uma história para contar: “Nasceu na autoestrada 23.”

E há sempre um final feliz quando tudo acaba bem. Felicidades ao bebé Danilo e aos seus pais.

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